terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Como Medir a Temperatura do Motor GLOW







Os motores geralmente quebram em 
razão da temperatura, então como 
fazer a correta medição da temperatura?
A temperatura é medida apontando-se
o termômetro para a vela de ignição, 
porque é a leitura mais real que podemos 
obter, em razão de que estaremos medin-
do o local mais próximo da câmara de 
combustão e com menor dissipação do 
calor. A lateral do motor ou o cabeçote são 
preparados para resfriar rapidamente o 
motor, transferindo o calor para o 
ambiente através das aletas de 
refrigeração, então, se estiver ventando 
ou se estiver um clima frio, a medição poderá ser alterada muito rapidamente, fazendo-se uma leitura errônea. 

A vela, por estar acima da espoleta, que podemos dizer 
que é a tampa da câmara de Combustão, e estar em 
contato direto com a explosão do combustível, faz dela 
o ponto ideal de leitura. 

Outra leitura que pode ocorrer diferença é a realizada 
no cilindro, pois essa já estará dissipada e a leitura 
irá falhar, mostrando uma temperatura abaixo da real 
e o seu motor poderá, nesta altura, já estar derretendo!!! 

Os manuais de termômetros também indicam como ponto de medição o orifício maior 
do cabeçote, onde se encontra a vela. Assim como na figura ao lado, extraída do manual 
da DURATRAX.

Emissividade

Emissividade é a capacidade do 
material de absorver e liberar energia 
ao ambiente na forma de calor.
A emissividade deve ser próxima a 
do “Corpo Negro” que na física 
significa que o material tem emissão 
de calor perfeita, apresentando medida 
1,0 ou se preferir, 100%.

A emissividade é sempre avaliada por 
um valor numérico. Diferentes tipos de 
materiais têm diferentes valores de
emissividade. 

A emissividade de um objeto depende 
da sua condição de superfície, sendo 
qual o tipo de material, temperatura em condição ambiente e comprimento de onda da 
temperatura na medição. Ajustar a temperatura do infravermelho, calibrando o termômetro 
para compensar os valores de emissividade de diferentes objetos, é a chave para obter 
leituras de temperatura precisas.

Em geral, um objeto com calor perfeito, com características de dissipação tem um valor de 
emissividade de 1,00 (pense nisso como dizendo 100%) - este é o Valor de emissividade 
máximo absoluto possível. Assim, quanto maior a emissividade de um objeto, melhor o 
Termômetro FlashPoint será capaz de fazer uma leitura sem quaisquer ajustes. Sendo menor 
a emissividade dos objetos, mais imprecisas serão as leituras. A definição de emissividade 
pode ser necessária.

O valor absoluto de menor emissividade possível é 0,01. 
Em geral, é melhor não alterar as definições de 
Emissividade do Termômetro FlashPoint se você não 
estiver confortável em fazer isso. O valor de emissividade 
padrão de fábrica dos Termômetros FlashPoint é 0,95, 
exibido como "95E" que fornecerá medições de 
temperatura precisas para a maioria absoluta de Materiais. 
Muitos metais, especialmente aqueles com superfícies muito brilhantes ou lisas têm valores 
de emissividade que variam muito em valor. Por exemplo, a emissividade de metais 
brilhantes como o cobre pode ser extremamente baixa.

Se você mediu a temperatura usando um medidor de temperatura 
infravermelho, a leitura pode ser MUITO menor do que a 
Temperatura medida com um termômetro que faz contato físico com
o cobre. Isto é porque o valor de emissividade do cobre é 
extremamente baixo, em 0,05. Ajustando a emissividade do 
Termômetro FlashPoint para um valor de materiais com muito baixa 
emissividade, esses valores podem ser desejáveis ​​para obter as 
medições de temperatura apenas para esses materiais específicos. 
Além disso, se a temperatura ambiente aquecida é significativamente 
mais quente que a temperatura dos materiais em medição, então, 
pode ser desejável alterar o valor de emissividade do Termômetro 
FlashPoint.

Os materiais mais comuns são:

1) Alumínio: Polido (motores de modelos padrão ou RTR, não anodizados) = Emissividade a 
“21E”.
2) Alumínio: Anodizado (para modelos com motor Profissional Anodizados) = A emissividade 
em “77E”.
3) Batery Packs e a maioria dos materiais = Deixe padrão “95E”. à INDICADO

Com o seu termômetro regulado para emissividade 95E, não deixe seu motor passar de 120°C, 
que é a temperatura ideal de funcionamento, independente da região onde esteja.

Matéria extraída do blog DFBolhas por Marco Daher

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Última Corrida GT 1/8 de 2016 - Nitro OnRoad em Brasília - DF

Foi realizada neste domingo, 18 de dezembro de 2016, a corrida de confraternização e última 
corrida do ano de 2016, regada a churrasco e muitas emoções!!
Foram ultrapassagens, batidas, pegas, e até problemas com o sistema de cronometragem... 
Mas no final deu tudo certo e foi uma festa bonita de se ver!
Correram duas categorias, a GT 1/8 Pro e a GT 1/8 Light. 
O ambiente de amizade e alegria entre os participantes mostra que 2017 promete muitas 
emoções e pegas cada vez mais acirrados, afinal o pessoal da GT Light está fazendo o dever 
de casa e vão dar muito trabalho ao pessoal da GT Pro.
Em breve será publicado o calendário oficial do Campeonato Brasiliense de Automodelismo 
Rádio Controlado de 2017, aguardem.

Por: Marco Daher
Vejam abaixo as fotos e os vídeos desse grande evento:




















Manequim... Espero que o pessoal melhore na próxima!!!


Confira o Vídeo da GT LIGHT!



Confira o Vídeo da GT PRO!

sábado, 17 de dezembro de 2016

Entenda os amortecedores! Uma matéria de Marco Daher de Brasília.

Nesta ótima matéria postada pelo Marco Daher no blog DFBolhas.blogspot.com podemos aprender muito sobre amortecedores, ferramentas e equipamentos disponíveis para executarmos um excelente trabalho. Muito útil para automodelistas profissionais, hobbistas e iniciantes.  Aproveitem!

Os amortecedores tem três funções básicas distintas:

1 - Manter o contato dos pneus com o solo.
2 - Controlar os movimentos de abertura e fechamento das molas.
3 - Proporcionar estabilidade.

Essas funções básicas do amortecedor contribuem significativamente para melhorar a pilotagem do modelo, proporcionando:


  • Controle do movimento da suspensão.
  • Diminuição da distância de frenagem.
  • Diminuição do desgaste dos componentes da suspensão.
  • Mantêm os pneus em permanente contato com o solo.
  • Controle da movimentação das molas.
  • Domínio da movimentação do modelo: rolagem, balanço, mergulho nas frenagens e subida na aceleração.

COMPONENTES DO AMORTECEDOR:

- Corpo ou Cilindro
- Eixo
- Conectores superior e inferior
- Tampa inferior do Cilindro
- Anéis de vedação(O-Ring)
- Pistão
- Anel de Regulagem da Mola
- Travas(C Clip)
- Suporte Inferior da Mola
- Mola
- Espaçadores

MOLAS


As molas dos amortecedores compõem parte do sistema de suspensão do modelo. Elas são responsáveis por sustentá-lo, absorvendo o impacto do solo, se contraindo e se distendendo de acordo com a superfície.
As molas se diferenciam pela espessura, tamanho, número de voltas e rigidez, sendo identificadas por cor de acordo com cada fabricante.



ÓLEO DE SILICONE

Os óleos de silicone, com suas variações de densidade, têm papéis fundamentais nos automodelos RC.  Alterar o óleo usado resulta em alterar o comportamento do modelo e sua dirigibilidade. Quanto maior o número do óleo maior é a sua densidade. Densidade, por definição, é uma relação do peso do óleo em questão, com o peso de mesmo volume de água. (Densidade = peso líquido / peso de igual volume de água)

É muito importante a densidade do óleo na calibragem dos amortecedores. A pressão exercida pela mola sobre o eixo do pistão deve ser limitada pelo óleo, impedindo seu retorno rápido, estabilizando e evitando que o modelo dê pulos indesejáveis. Cada vez que o modelo pula, suas rodas perdem contato com o solo e claro perde tração. Nessa hora seu potente motor não serve para nada. Com os saltos existentes nas pistas de Off Road, a regulagem da suspensão se torna mais difícil e o trabalho dos amortecedores é de fundamental importância para a absorção dos impactos e estabilidade do modelo. Lembre-se que outras variáveis estão aqui envolvidas : (a) molas com tensões variadas (marcadas com cores diversas) (b) a quantidade de furos (c) e diâmetro dos furos no pistão do amortecedor. Vale aí o preparador achar a melhor relação Óleo/Mola/Furos/Diâmetros para uma determinada pista.

PRINCÍPIOS E REGULAGENS

Amortecedores, igualmente como as barras estabilizadoras e as molas atuam no equilíbrio e transferência de peso do modelo.
O princípio nos modelos on-road e off-road são os mesmos, mas a coisa fica por aí. As dimensões, cargas, regulagens de suspensão e tipos de mola são completamente diferentes em função do tipo de piso para o qual cada um é destinado.

Os amortecedores e molas funcionam da seguinte forma:

AMORTECEDORES - Os amortecedores são muito importantes para a regulagem do chassis. Eles devem absorver os choques provenientes do tipo da pista, executar a transferência de peso igualmente pelo chassi e regular o movimento da mola de compressão e distensão.

AMORTECIMENTO (PRESSÃO DO ÓLEO)
O amortecimento (pressão do óleo) é feito no corpo do amortecedor que deve estar cheio de óleo de silicone. O pistão restringe o fluxo de óleo quando o amortecedor sobe ou desce. A taxa de pressão é uma combinação da viscosidade do óleo (peso) e da quantidade e diâmetro dos furos do pistão.

O óleo de silicone apresenta diversos graus de viscosidade e, dependendo do fabricante e da forma de como é apresentada essa viscosidade, você encontrará variadas medidas que podemos verificar nas tabelas de conversão.

Para um simples entendimento, vamos analisar uma medição comum:

- peso 20(óleo n° 20) leve pressão
- peso 30(óleo n° 30) pressão média
- peso 40(óleo n° 40) pressão de média à forte
- peso 50(óleo n° 50) pressão forte

Os pistões ajustáveis fornecem uma grande variedade de regulagens de pressão sem mudança de óleo.
É importante ajustar os amortecedores da direita e da esquerda igualmente, nunca ajuste apenas um amortecedor. Certifique-se de que o amortecedor funciona suavemente e de que não há ar no cilindro. Isso pode exigir paciência, pois “montar” um amortecedor não é uma tarefa fácil. Para essa tarefa existem algumas ferramentas de apoio à montagem, como os medidores de “Reebound”, Alicates de Montagem e Chaves especiais.


ABSORÇÃO E TRANSFERÊNCIA DE CARGA
O efeito de uma absorção eficaz é uma eficiente carga no pneu sob qualquer circunstância. Isso é de grande importância para a manutenção das trações dianteira, traseira e lateral. A taxa de absorção depende da tensão da mola. Uma mola mais mole exige menos absorção, já uma mola mais rígida precisa de mais absorção.

ABSORÇÃO E TRANSFERÊNCIA DE PESO
A absorção representa um papel importante, pois determina a quantidade de tempo necessária para
transferir o peso da parte interna para a externa (em curvas), da dianteira para a traseira (aceleração) e da traseira para a dianteira (freada). Se não houvesse absorção, as molas assumiriam toda a carga e seriam comprimidas. Isso leva um certo tempo. Com a absorção apropriada, a transferência de peso aumenta muito mais rapidamente, o que resulta em uma resposta mais rápida à transferência de peso e, com isso uma resposta de direção mais veloz, melhor linha reta, estabilidade em alta velocidade e freadas melhores.

EFEITOS DE REGULAGEM EM 4x4 / 4x2

AJUSTES NA ABSORÇÃO DOS AMORTECEDORES
- Absorção mais pesada(amortecedor mais duro)
                • resposta de direção mais rápida
                • mais tração
                • usada com molas mais rígidas
                • pistas planas e uniformes

- Absorção mais leve(amortecedor mais macio)
                • resposta de direção mais lenta
                • menos estabilidade em linha reta
                • menos tração
                • usada com molas mais flexíveis
                • pistas acidentadas

MOLAS EM ESPIRAL E CARACTERÍSTICAS DA MOLA
- As molas em espiral usadas nos amortecedores apresentam quatro propriedades específicas:

                • espessura do arame
                • comprimento total
                • número de espirais
                • progressividade dos espirais

DIÂMETRO DO ARAME
A espessura do arame e o ângulo da espiral determinam a quantidade de força que é exigida para comprimir a mola em uma certa distância. Um diâmetro de arame mais espesso aumentará a rigidez, em contrapartida, um arame mais fino fará uma mola mais macia.

COMPRIMENTO DA MOLA
O comprimento de uma mola em espiral também determina o grau de rigidez, mas sempre em combinação com o número de espirais. Uma mola curta é mais rígida do que uma mola longa com a mesma distância de espiral. Uma mola longa é menos progressiva do que uma mola curta.

NÚMERO DE ESPIRAIS
O número de espirais também afeta as características da mola. Mais espirais em um dado comprimento de mola, a tornam mais macia, menos espirais, a tornam mais rígida, pois cada espiral deve “comprimir” mais e, portanto, exige mais força.

ESPIRAIS PROGRESSIVAS
Algumas molas têm os chamados espirais “progressivas”. Isso significa que a distância entre as espirais varia. Quando uma mola progressiva é comprimida, as espirais que estiverem mais próximas umas das outras serão comprimidas primeiro e, quando essas espirais estiverem unidas, as outras espirais começarão a se comprimir. Então, a primeira parte da compressão é mole e a mola torna-se progressivamente mais rígida. Isso é muito importante para seguir a superfície da pista sem perder o contato. Não esqueça que a suspensão dos automodelos RC tem que lidar com as mesmas condições de pista que os modelos reais, fazendo com que as ondulações sejam mais ou menos 10 vezes maiores! Ao mudar de direção(entrar na curva), a suspensão tem que enrijecer rapidamente para responder à transferência de peso. Se a mola tiver a mesma rigidez que antes, essa resposta levará muito tempo para ocorrer e retardará a resposta da direção. Uma mola progressiva enrijece e quando o modelo, em posição neutra, estiver perto do ponto onde a mola torna-se mais rígida, a resposta da direção será mais rápida.

SELEÇÃO DE MOLAS

Molas dianteiras mais moles
                • mais direção
                • usadas em pistas acidentadas
                • maior “mergulho” em freadas
                • resposta de direção mais lenta

Molas dianteiras mais rígidas
                • menos direção
                • usadas em pistas planas
                • resposta de direção mais rápida

Molas traseiras mais moles
                • mais tração na saída da curva
                • usadas em pistas acidentadas
                • resposta de direção mais lenta
                • a dianteira levanta sob aceleração

Molas traseiras mais rígidas
                • resposta de direção mais rápida
                • em pistas suaves
                • requer mais absorção dos amortecedores traseiros
                • menos tração

FERRAMENTAS PARA MONTAGEM E MANUTENÇÃO

- Stand para montagem com óleo e medidor do Rebound






 - Medidor simultâneo de Rebound




- Stand Simples para montagem com óleo

  

  
- Alicates e Chaves
 

Por: Marco Daher